http://www.unifal-mg.edu.br/
A teoria e a prática na construção da identidade do pedagogo é uma temática que ocupa um espaço significativo nas discussões, pesquisas e aprofundamentos que ocorrem no espaço acadêmico. Novos conhecimentos sobre essa área são produzidos e superados constantemente, provocando a necessidade de abordar tais produções na formação inicial do pedagogo.
O curso de Pedagogia da Universidade Federal de Alfenas - UNIFAL-MG - foi instituído em 2006, juntamente com outras licienciaturas, como parte do atual processo de expansão da instituição e visa atender a uma necessidade emergente da região.
Com a intenção de pensar a formação do pedagogo a partir de uma perspectiva não fragmentada, sentimos a necessidade de criar um espaço para discussão e aprofundamento sobre a formação do pedagogo. A I Semana da Pedagogia, dirigida aos acadêmicos do curso e aos professores da Educação Básica do município e região, é o primeiro passo para a instituição desse espaço.
A Semana, cujo tema é “A teoria e a prática na construção da identidade do pedagogo”, tem como objetivo congregar pesquisadores educacionais para o desenvolvimento de atividades que propiciem discussões a partir de pesquisas e práticas concernentes à formação e atuação do pedagogo no contexto educacional brasileiro.
domingo, 9 de maio de 2010
Coloquio Internacional Paulo Freire. PARTICIPEM!!
http://www.paulofreire.org.br/coloquio/coloquio.php
O Centro Paulo Freire–Estudos e Pesquisas é uma sociedade civil sem fins lucrativos, com finalidade educativa e cultural que se propõe a perenizar a memória de Paulo Freire, recriando as suas idéias.O Centro foi fundado em 29 de Maio de 1998, tendo sido seu estatuto oficializado em novembro desse mesmo ano.
O Centro funciona provisoriamente no Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco. Vale enfatizar ter o Conselho Administrativo desta Universidade cedido terreno em seu campus para a construção da sede definitiva do Centro, estando o processo de construção em andamento.
Dentre as diversas ações realizadas pelo Centro, vem ocupando espaço relevante o Colóquio Internacional Paulo Freire, que já segue para sua VII versão.
O Iº Colóquio foi realizado em 1998. Sua avaliação positiva, assim como a das versões que o sucederam são indicadores da contribuição do Centro Paulo Freire à criação da prática de uma ação cultural para a liberdade, que se consubstancie em uma educação dialógica, base de uma democracia plena com maior compreensão entre os povos.
Considerando ser 2010 comemorativo dos 50 anos do Movimento de Cultura Popular do Recife, berço de revolucionárias idéias de Paulo Freire, que foi um dos expoentes desse movimento e ouvindo sugestões de seus associados, o Centro Paulo Freire elegeu como tema do VII Colóquio “Paulo Freire: contribuições para a educação e cultura popular”. Será realizado no campus da UFPE, no período de 16 a 19 de Setembro de 2010
O Colóquio
O Centro Paulo Freire–Estudos e Pesquisas é uma sociedade civil sem fins lucrativos, com finalidade educativa e cultural que se propõe a perenizar a memória de Paulo Freire, recriando as suas idéias.O Centro foi fundado em 29 de Maio de 1998, tendo sido seu estatuto oficializado em novembro desse mesmo ano.
O Centro funciona provisoriamente no Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco. Vale enfatizar ter o Conselho Administrativo desta Universidade cedido terreno em seu campus para a construção da sede definitiva do Centro, estando o processo de construção em andamento.
Dentre as diversas ações realizadas pelo Centro, vem ocupando espaço relevante o Colóquio Internacional Paulo Freire, que já segue para sua VII versão.
O Iº Colóquio foi realizado em 1998. Sua avaliação positiva, assim como a das versões que o sucederam são indicadores da contribuição do Centro Paulo Freire à criação da prática de uma ação cultural para a liberdade, que se consubstancie em uma educação dialógica, base de uma democracia plena com maior compreensão entre os povos.
Considerando ser 2010 comemorativo dos 50 anos do Movimento de Cultura Popular do Recife, berço de revolucionárias idéias de Paulo Freire, que foi um dos expoentes desse movimento e ouvindo sugestões de seus associados, o Centro Paulo Freire elegeu como tema do VII Colóquio “Paulo Freire: contribuições para a educação e cultura popular”. Será realizado no campus da UFPE, no período de 16 a 19 de Setembro de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Bibliotecas Públicas: um espaço de formação.
* Ana Cristina Gonçalves de Abreu Souza
Em meio a tantas culturas fúteis que invadem nossa sociedade, atualmente, cresce a necessidade de estabelecermos espaços de leituras, espaços físicos na casa, nos estudos, nos trabalhos e na comunidade.
Infelizmente no Brasil temos dificuldade para estabelecer qualidade na cultura de massa com foco na leitura e na construção política dos brasileiros, mas se organizássemos publicamente as escolas com bibliotecas, já teríamos uma boa frente articulada a favor da formação de nossos alunos, porém não são todas as escolas que têm espaços, ou melhor, que têm biblioteca; quando as escolas têm a biblioteca, em sua maioria, não conseguem aproximar os alunos do nobre exercício de ler e abrir seus pensamentos para tantos mundos diferentes.
Em nosso país, 68% das escolas não têm biblioteca, parece mentira, mais não é, a escola não é estabelecida como um espaço de formação para os leitores, num ambiente escolar, não há biblioteca, e assim como fica a formação do leitor consciente e crítico frente as idéias pobres que estão na mídia e na sociedade em geral?
Conheço escolas que têm bibliotecas, mas que em sua maioria, os alunos e os professores não podem usar; uma agressão a formação dos nossos alunos e alunas. O trâmite para usar a biblioteca é tão complicado que as pessoas acabam por desistir desta possibilidade.
Vejo, nas escolas que transito, livros interessantes guardados na sala do diretor, porque assim não irá estragar; ora que lógica é essa, o livro existe para ser usado pelos alunos e professores e não são usados pela possibilidade de mal uso; só aprendemos a manusear um portador textual manuseando com nossas próprias mãos; estamos distanciando cada vez mais as gerações da beleza de abrir um livro e ampliar o conhecimento de mundo pelo meio da leitura.
Em média o brasileiro lê um livro por ano, o que é um número medíocre comparando com a necessidade humana de ampliar conhecimentos; enquanto no Brasil se lê um livro por ano, na França a média é de 10 livros ao ano, o que revela uma busca pela formação consciente; sabemos que a leitura do mundo precede a leitura da palavra, como nos lembrava Paulo Freire, porém como não leitores nossa “leitura de mundo fica reduzida” e assim não temos “autorias” no que pensamos ou falamos; portanto, sempre alguém pensará e falará por nós.
Atualmente, no Brasil, temos uma biblioteca pública para cada 33 mil habitantes, o que torna impossível uma população ter acesso a cultura literária de qualidade, se todas as escolas públicas tivessem bibliotecas, e todas as bibliotecas fossem abertas, teríamos uma enorme rede de “formação” para a nossa sociedade.
Neste mês de abril foi aprovado no Congresso Nacional o Projeto de lei que obriga todas as escolas públicas a terem biblioteca, infelizmente, o tempo para a concretização desta ação tem uma tolerância de 10 anos, o que é muito tempo, mas temos que celebrar este passo importante para as escolas e a sociedade.
Finalizo este artigo na alegria de que um dia teremos bibliotecas públicas em “todas as escolas”, parques, asilos .... enfim, onde tem gente, tem que ter livros !!!
* Professora, Pesquisadora e Extensionista da Universidade Federal de Alfenas – M.G. ;
Doutoranda em Educação: Currículo PUC SP; Mestre em Educação PUC SP; Pedagoga.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Gestão da Educação: um projeto valioso.
* Ana Cristina Gonçalves de Abreu Souza
Em tempos de campanhas eleitorais, percebemos claramente que a Educação ocupa os discursos e os planos dos candidatos. A eleição acontece, o governo assume e os discursos e planos viram promessas que poderão ser copiados para uma próxima campanha.
É este cenário de descaso que muitas vezes presenciamos nas redes públicas, e que só alargam as dificuldades educacionais. Apesar das gestões públicas acontecerem de 4 em 4 anos, a Educação, para avançar, precisamos de décadas, e a cada gestão, infelizmente, começamos tudo de novo.... e assim a Educação não consegue caminhar.
Penso, que as prioridades de uma gestão municipal tenham que ser explicitadas, mostrando a que veio, revelando a sociedade os alicerces que irá construir, as vezes tenho a impressão de que as secretarias de educação ficam rodando em volta das mesmas questões e não conseguem sair do lugar e ampliar o foco.
A população precisa de um sistema educacional de qualidade, o que requer planejamento de ações com foco nas necessidades locais e regionais... avançar nas discussões curriculares das escolas públicas, com clareza do projeto político pedagógico da rede em coerência com todas as unidades escolares; ações como: discussão coletiva, fóruns e debates para que se defina a favor do que a EDUCAÇÃO constrói um trabalho.
A educação não trabalha com a produção de mercadorias, trabalhamos com formação humana, complexo ofício, o que requer investimentos financeiros e intelectuais para que os projetos saiam dos papéis e possam invadir as salas de aula e assim, conseqüentemente, teremos resultados a favor da qualidade da educação de nossa população.
O gestor público precisa ter clareza das responsabilidades políticas e portanto coletivas, senão os 4 anos passam e nada avança para o fortalecimento da Educação Pública.
Professora, Pesquisadora e Extensionista – Universidade Federal de Alfenas M.G.
Doutoranda em Educação PUC SP, Mestre em Educação PUC SP, Pedagoga.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
O que a Educação tem a ver com o pré sal? Desdobrando idéias.
* idéias de responsabilidade da autora
O que a educação tem a ver com o pré - sal? É exatamente o que você relatou Ana, por mais que haja boas intenções, não podemos parar por aqui. Certo dia, lendo uma entrevista do Ministro da Educação (Fernando Haddad), no ano de 2008, ele falou que o governo tem como meta final do plano Nacional até 2021, é que atinjamos a média (educacional), de países da OCDE, ou seja, ainda temos muito chão pela frente e sem mencionar o agravante que se aproxima com as eleições, chamo de agravante por entender que, quando há transição de governos, também ocorre uma quebra, ou descontinuidade de compromissos firmados. Eis o antigo problema que assombra a nossa tão sofrida educação pública. Sem mencionar também a questão de que o próximo presidente possa ser um neoliberal, não é?
Lembro de ter estudado em Política Educacional, algo sobre possíveis estratégias para desviar recursos destinados à educação pública, simplesmente modificando as terminologias como, por exemplo: Imposto por arrecadações e etc.
De nada adianta boas idéias, estabelecer metas, tentar imitar a educação de países desenvolvidos se não ocorrer à continuidade mesmo após as transições de governos, sejam os candidatos neoliberais, assaltantes de bancos, analfabetos ou nordestinos.
Quero dizer que sou fã do nosso competente Ministro da Educação, mas levar a educação a sério é também sair do plano das idéias, vamos pensar no simples como o nosso “papa da educação” Paulo Freire e entender que temos uma luta árdua pela frente e que esta talvez, ela seja infinita ou interminável, mas vamos deixar à nossa marca positiva enquanto educadoras ou futuras educadoras...VAMOS PENSAR CERTO e estabelecer metas possíveis, realistas e positivas.
* Elizabete Dantas
Betty. - Campina Grande - PB - Brasil
Betty. - Campina Grande - PB - Brasil
Foto Projeto de Extensão Levindo Lambert
Universidade Federal de Alfenas MG
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Pré – Sal e os olhares para a qualidade da educação.
Publicado 7 de abril de 2010
Por Ana Abreu Souza
No ultimo dia 11 de março, participei da palestra sobre o pré- sal, conduzida brilhantemente, pelo Deputado Federal Arnaldo Jardim, em Jacareí, vislumbrei uma apresentação pautada em estudos com dados e projeções bastante significativas para os empreendedores brasileiros e internacionais.
Percebi quanto o pré-sal abrirá oportunidades e investimentos, o setor econômico e tecnológico se desdobrará com múltiplas cifras; e com isso teremos uma demanda por profissionais de ponta para articular toda cadeia de empreendimentos.
Durante a fala do Deputado fiquei a pensar nas duras realidades do Brasil, nos índices de pobreza e miséria, fiquei a pensar sobre o distanciamento que continuamos a gerar em nosso país, se por um lado o pré-sal nos coloca projeções de emancipação e crescimento, por outro, a educação, continua achatada com resultados insatisfatórios.
O Brasil tem uma realidade sombria ao que se refere aos índices de analfabetismos, segundo os indicadores sociais de 2008, do IBGE, a taxa de analfabetismo das pessoas com mais de 15 anos no Brasil, caiu de 14,7% para 10%, porém, a dívida social referente a alfabetização brasileira ainda é grande, temos atualmente, segundo as estatísticas, 14, 1 milhões de analfabetos no Brasil.
Assim, durante a palestra fiquei a refletir sobre os investimentos e as projeções de ponta tecnológica que o pré-sal nos coloca, mas ao mesmo tempo me veio a memória o descaso que presenciamos constantemente em relação aos investimentos nos setores sociais.
A rede pública de ensino precisa de qualidade para gerarmos futuros profissionais de ponta, necessitamos com urgência de políticas públicas municipais, estaduais e federais que coloquem como prioridade a Educação.
Diariamente nos deparamos com professores angustiados em relação ao enfraquecimento do processo de ensino e aprendizagem, com resultados frágeis, como alunos que terminam o Ensino Fundamental sem estabelecer competências com o processo de ler e escrever.
A conquista de uma educação pública de qualidade gerará ao nosso país maior riqueza e autonomia do que o pré-sal, infelizmente, poucos gestores valorizam esta construção social.
domingo, 4 de abril de 2010
CONGRESSO INTERNACIONAL DA CÁTEDRA UNESCO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JOÃO PESSOA
Data do Evento: 20 a 23 de Julho de 2010
Local do Evento: João Pessoa – Paraíba (Espaço Cultural / UFPB)
Informações: O website do evento estará pronto no final de fevereiro e será "linkado" em
www.catedra-eja.org
Tels. (83) 3216-7703 e (83) 8726-1954
Expoentes da EJA do Brasil e do mundo e com todos os interessados por este campo da prática e da pesquisa em educação.
Data do Evento: 20 a 23 de Julho de 2010
Local do Evento: João Pessoa – Paraíba (Espaço Cultural / UFPB)
Informações: O website do evento estará pronto no final de fevereiro e será "linkado" em
www.catedra-eja.org
Tels. (83) 3216-7703 e (83) 8726-1954
Expoentes da EJA do Brasil e do mundo e com todos os interessados por este campo da prática e da pesquisa em educação.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Conferência de Educação Formação e valorização dos professores depende de regime de colaboração.
Terça-feira, 30 de março de 2010 - 12:29
site do MEC http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15253
O regime de colaboração entre municípios, estados e o governo federal foi apontado como questão central para a formação e valorização dos profissionais do magistério. O debate sobre o tema ocorreu na manhã desta terça-feira, dia 30, durante a Conferência Nacional de Educação (Conae), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
Planos de carreira distintos em estados e municípios, salários diferenciados e diversas maneiras de contratação de profissionais foram assinalados pela representante do Conselho Nacional de Educação, Maria Izabel Azevedo Noronha, como empecilhos à formação e valorização dos trabalhadores da educação. Na visão dela, um regime de colaboração fortalecido entre os entes e a consequente criação do Sistema Nacional Articulado de Educação seriam fundamentais para superar a fragmentação dos sistemas educacionais.
Maria Izabel defendeu a adoção de medidas nacionais capazes de diminuir desigualdades regionais, como, na sua opinião, a contratação de professores por concurso público, a eleição direta de reitores das universidades e a criação de critérios nacionais de formação e valorização de professores. “A lei do piso foi aprovada e determina a estruturação de carreiras, mas os planos de estados e municípios são totalmente distintos”, constatou.
Piso Salarial – Maria Izabel acredita que a Lei 11.738, de 16 de julho de 2008, que instituiu o piso nacional para os profissionais do magistério, é exemplo de iniciativa nacional que valoriza o profissional. “O piso deve ser bandeira de todos para evitar medidas locais de desvalorização da carreira e do salário”, disse.
Para a representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Juçara Maria Dutra Vieira, o piso é constitucional. “Por causa da ação de inconstitucionalidade proposta por cinco estados, muitos entes se aproveitaram para não pagar o piso, mas isso já foi declarado constitucional pelo STF”, disse.
A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4.167, a que Juçara se referiu, questiona alguns aspectos da lei do piso, como a destinação de um terço da jornada de trabalho dos professores voltada ao planejamento de aulas fora da escola. A Adin foi impetrada pelos governadores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul e Ceará.
O representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação na Conae, José Adinan Ortolan, disse que a entidade apóia a lei do piso como está. “O planejamento de aula melhoraria sobremaneira a qualidade em sala, mas isso significaria a contratação de mais professores. Para isso, precisamos rediscutir o regime de colaboração”.
Avaliação – Outra medida discutida pelos debatedores para valorizar os profissionais da educação foram os critérios de avaliação. “Defendemos uma avaliação que não seja só para o professor, mas também para o gestor, porque, hoje, o que ocorre, é que se a educação vai bem é por causa da boa gestão, mas, se vai mal, é culpa do professor”, acredita Maria Izabel. De acordo com ela, a avaliação deve permitir a revisão da política pedagógica da escola e a reformulação de propostas de governo.
Para a representante da CNTE, Juçara Vieira, o professor tem medo da avaliação porque, em geral, ela é punitiva. “Mas isso precisa ser revisto para que a avaliação ajude a melhorar o desempenho de alunos, professores e gestores”.
site do MEC http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15253
O regime de colaboração entre municípios, estados e o governo federal foi apontado como questão central para a formação e valorização dos profissionais do magistério. O debate sobre o tema ocorreu na manhã desta terça-feira, dia 30, durante a Conferência Nacional de Educação (Conae), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
Planos de carreira distintos em estados e municípios, salários diferenciados e diversas maneiras de contratação de profissionais foram assinalados pela representante do Conselho Nacional de Educação, Maria Izabel Azevedo Noronha, como empecilhos à formação e valorização dos trabalhadores da educação. Na visão dela, um regime de colaboração fortalecido entre os entes e a consequente criação do Sistema Nacional Articulado de Educação seriam fundamentais para superar a fragmentação dos sistemas educacionais.
Maria Izabel defendeu a adoção de medidas nacionais capazes de diminuir desigualdades regionais, como, na sua opinião, a contratação de professores por concurso público, a eleição direta de reitores das universidades e a criação de critérios nacionais de formação e valorização de professores. “A lei do piso foi aprovada e determina a estruturação de carreiras, mas os planos de estados e municípios são totalmente distintos”, constatou.
Piso Salarial – Maria Izabel acredita que a Lei 11.738, de 16 de julho de 2008, que instituiu o piso nacional para os profissionais do magistério, é exemplo de iniciativa nacional que valoriza o profissional. “O piso deve ser bandeira de todos para evitar medidas locais de desvalorização da carreira e do salário”, disse.
Para a representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Juçara Maria Dutra Vieira, o piso é constitucional. “Por causa da ação de inconstitucionalidade proposta por cinco estados, muitos entes se aproveitaram para não pagar o piso, mas isso já foi declarado constitucional pelo STF”, disse.
A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4.167, a que Juçara se referiu, questiona alguns aspectos da lei do piso, como a destinação de um terço da jornada de trabalho dos professores voltada ao planejamento de aulas fora da escola. A Adin foi impetrada pelos governadores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul e Ceará.
O representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação na Conae, José Adinan Ortolan, disse que a entidade apóia a lei do piso como está. “O planejamento de aula melhoraria sobremaneira a qualidade em sala, mas isso significaria a contratação de mais professores. Para isso, precisamos rediscutir o regime de colaboração”.
Avaliação – Outra medida discutida pelos debatedores para valorizar os profissionais da educação foram os critérios de avaliação. “Defendemos uma avaliação que não seja só para o professor, mas também para o gestor, porque, hoje, o que ocorre, é que se a educação vai bem é por causa da boa gestão, mas, se vai mal, é culpa do professor”, acredita Maria Izabel. De acordo com ela, a avaliação deve permitir a revisão da política pedagógica da escola e a reformulação de propostas de governo.
Para a representante da CNTE, Juçara Vieira, o professor tem medo da avaliação porque, em geral, ela é punitiva. “Mas isso precisa ser revisto para que a avaliação ajude a melhorar o desempenho de alunos, professores e gestores”.
Maria Clara Machado
segunda-feira, 29 de março de 2010
CONAE! Conferencia Nacional de Educação - Brasilia
Domingo, 28 de março, aconteceu em Brasilia a abertura da 1ª Conferência Nacional de Educação, o CONAE.
A Conferência focaliza a temática CONSTRUINDO UM SISTEMA NACIONAL ARTICULADO DE EDUCAÇÃO; reconheço este tema como uma "boa" provocação, bem contextualizada no sentido que a caminhada para a construção real de um sistema nacional partirá de ações ainda iniciais; pouco se caminhou no que se refere a organizar de fato um sistema que conecte todos os federados, sejam eles estaduais, municipais e da união.
Sabemos que o regime de colaboração entre os entes federados é previsto pela Constituição em seu artigo 23; assim emerge a necessidade de articular ações e diretrizes para um novo plano nacional de educação, visto que, o plano em vigor acaba neste ano de 2010.
Anterior a Conferência Nacional, duas etapas foram organizadas, a primeira em ambito municipal e ou/ regional e a segunda em ambito estadual, estes encontros garantiram a participação ampla de todos os segmentos, representados por gestores, profissionais, pais e estudantes, de redes públicas e privadas.
Na conferência será gestado o novo plano nacional de educação para mais 10 anos, com uma previsão de 3000 participantes abarcando delegados e observadores convidados.
Na abertura de ontem o Ministro Hadad afirmou a importancia de atender um sistema público a todos, porém diz o ministro "Não podemos esquecer de atender com QUALIDADE."
O avanço das discussões não pode se restringir apenas a ações pontuais, mas penso, que o maior desafio e o mais importante é o de avançar concretamente em politicas públicas que toquem "no modo" de conceber e enxergar o sistema público de educação no Brasil.
Estou confiante, vamos acompanhando os trabalhos da Conferência.
Professora e Pesquisadora
Universidade Federal de Alfenas MG
domingo, 21 de março de 2010
GESTÃO DA EDUCAÇÃO, UM PROJETO VALIOSO.
18 de março de 2010
Artigo Publicado Diário de Jacareí
* Ana Cristina Gonçalves de Abreu Souza
Em tempos de campanhas eleitorais, percebemos claramente que a Educação ocupa os discursos e os planos dos candidatos. A eleição acontece, o governo assume e os discursos e planos viram promessas que poderão ser copiados para uma próxima campanha.
É este cenário de descaso que muitas vezes presenciamos nas redes públicas, e que só alargam as dificuldades educacionais. Apesar das gestões públicas acontecerem de 4 em 4 anos, a Educação, para avançar, precisamos de décadas, e a cada gestão, infelizmente, começamos tudo de novo.... e assim a Educação não consegue caminhar.
Penso, que as prioridades de uma gestão municipal tenham que ser explicitadas, mostrando a que veio, revelando a sociedade os alicerces que irá construir, as vezes tenho a impressão de que as secretarias de educação ficam rodando em volta das mesmas questões e não conseguem sair do lugar e ampliar o foco.
A população precisa de um sistema educacional de qualidade, o que requer planejamento de ações com foco nas necessidades locais e regionais... avançar nas discussões curriculares das escolas públicas, com clareza do projeto político pedagógico da rede em coerência com todas as unidades escolares; ações como: discussão coletiva, fóruns e debates para que se defina a favor do que a EDUCAÇÃO constrói um trabalho.
A educação não trabalha com a produção de mercadorias, trabalhamos com formação humana, complexo ofício, o que requer investimentos financeiros e intelectuais para que os projetos saiam dos papéis e possam invadir as salas de aula e assim, conseqüentemente, teremos resultados a favor da qualidade da educação de nossa população.
O gestor público precisa ter clareza das responsabilidades políticas e portanto coletivas, senão os 4 anos passam e nada avança para o fortalecimento da Educação Pública.
Professora, Pesquisadora e Extensionista – Universidade Federal de Alfenas M.G.
Doutoranda em Educação PUC SP, Mestre em Educação PUC SP, Pedagoga.
ana.abreu.souza@unifal-mg.edu.br anabreusouza@terra.com.br
Artigo Publicado Diário de Jacareí
* Ana Cristina Gonçalves de Abreu Souza
Em tempos de campanhas eleitorais, percebemos claramente que a Educação ocupa os discursos e os planos dos candidatos. A eleição acontece, o governo assume e os discursos e planos viram promessas que poderão ser copiados para uma próxima campanha.
É este cenário de descaso que muitas vezes presenciamos nas redes públicas, e que só alargam as dificuldades educacionais. Apesar das gestões públicas acontecerem de 4 em 4 anos, a Educação, para avançar, precisamos de décadas, e a cada gestão, infelizmente, começamos tudo de novo.... e assim a Educação não consegue caminhar.
Penso, que as prioridades de uma gestão municipal tenham que ser explicitadas, mostrando a que veio, revelando a sociedade os alicerces que irá construir, as vezes tenho a impressão de que as secretarias de educação ficam rodando em volta das mesmas questões e não conseguem sair do lugar e ampliar o foco.
A população precisa de um sistema educacional de qualidade, o que requer planejamento de ações com foco nas necessidades locais e regionais... avançar nas discussões curriculares das escolas públicas, com clareza do projeto político pedagógico da rede em coerência com todas as unidades escolares; ações como: discussão coletiva, fóruns e debates para que se defina a favor do que a EDUCAÇÃO constrói um trabalho.
A educação não trabalha com a produção de mercadorias, trabalhamos com formação humana, complexo ofício, o que requer investimentos financeiros e intelectuais para que os projetos saiam dos papéis e possam invadir as salas de aula e assim, conseqüentemente, teremos resultados a favor da qualidade da educação de nossa população.
O gestor público precisa ter clareza das responsabilidades políticas e portanto coletivas, senão os 4 anos passam e nada avança para o fortalecimento da Educação Pública.
Professora, Pesquisadora e Extensionista – Universidade Federal de Alfenas M.G.
Doutoranda em Educação PUC SP, Mestre em Educação PUC SP, Pedagoga.
ana.abreu.souza@unifal-mg.edu.br anabreusouza@terra.com.br
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